Lava Jato/RJ: TRF2 mantém prisão de Gustavo Estellita e Luiz Carlos Velloso

Lava Jato/RJ: TRF2 mantém prisão de Gustavo Estellita e Luiz Carlos Velloso

Empresário e ex-subsecretário tiveram habeas corpus negados por unanimidade.

Seguindo manifestação do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve, por unanimidade, a prisão preventiva de dois investigados pela força-tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro. Gustavo Estellita, empresário investigado pela operação Fatura Exposta, que apura crimes na Secretaria de Saúde durante o governo de Sérgio Cabral, e Luiz Carlos Velloso, ex-subsecretário de transporte denunciado por irregularidades nas obras de construção da linha 4 do metrô, tiveram habeas corpus negado.

De acordo com a força-tarefa, Estellita atuava como braço direito de Miguel Iskin, seu sócio e também investigado pela operação Fatura Exposta, suspeito de organizar cartel para vencer licitações estaduais na área da saúde. Ele era responsável por entregar os 10% cobrados pela organização criminosa capitaneada por Cabral, calculados sobre o total dos contratos firmados com o poder público, somando quase R$ 37 milhões em propina.

Já Luiz Carlos Velloso é acusado de cobrar e receber propina da Concessionária Rio Barra S.A, integrada pela Carioca Engenharia, Queiroz Galvão e Odebrecht, responsável pela construção da linha do metrô do Rio que liga a Barra da Tijuca à Ipanema. Segundo a denúncia, as provas obtidas evidenciam o envolvimento de Velloso com a organização criminosa de Cabral e sua atuação também na Secretaria de Transportes.

Para a Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2), a liberdade dos suspeitos implicaria riscos à sociedade e ao desenvolvimento das investigações, estando claros todos os requisitos para manutenção da prisão preventiva. “A soltura, neste momento, poderia perpetuar o processo de ocultação de bens ainda não identificados, frutos de crimes, ou mascarar bens pertencentes à organização criminosa”, sustentou a procuradora regional da República Mônica de Ré em seu parecer.

(Originalmente publicado em 04/05/2017, no site do MPF).