Desserviço e Desplanejamento

Desserviço e Desplanejamento

Nação nova com mais de cinco séculos, o Brasil pós democratização enfrenta sérios e graves problemas, dentre os quais, os mais importantes se referem ao desplanejamento e ao desserviço de uma maneira geral. Tentaremos ser contundentes e ao mesmo tempo diretos no trato do assunto.

Enquanto Nações desenvolvidas tudo é regrado, planejado e rigorosamente cronometrado, aqui no Brasil nada funciona. Prova disso é o orçamento do governo e como acidentes acontecem nas estradas e levam à morte incontável numero de pessoas. Recentemente, no interior de um ônibus sem freios, mais de 80 passageiros, isto é, o dobro da capacidade, e não se fiscaliza, se analise e acontece a punição. Daí a catástrofe que, igualmente, ao caso da casa noturna em Santa Maria vitimou mais de 242 inocentes.

Faltam planejamento, fiscalização, transparência e isso também é fruto do desserviço que a cada dia se torna pior. Vejamos os planos de saúde, e isso somente vem corroborar que o modelo de privatização fora caótico e as agencias reguladoras não fazem absolutamente nada, levando e empurrando com a barriga, mais uma tristeza do caso Unimed Paulistana, deixando na mão mais de 750 mil usuários que agora esperam uma solução que não será simples e muito menos pacífica.

As empresas delegadas,concessionárias de serviços não ficam atrás. Seguem via de regra a ineficiência do Estado. Bastou relampejar ou trovejar os serviços são interrompidos e o consumidor fica a ver navios. Colocam uma mensagem “desculpe a falha técnica estamos com problemas”, e nem dizem quando retomarão o serviço ou indenizarão aos usuários.

Simplesmente é o nível do País que se contamina, quando se cobram valores mais caros do que na Europa e nos Estados Unidos para os casos de telefonia celular, tv a cabo e planos de saúde. Ainda se funcionassem tudo bem… E dizem que a CPMF deverá regressar… Pergunta-se para qual finalidade se tudo é mais ou menos igual ao SUS e não tem simbolicamente falando a capacidade de mudar o seu conceito perante a população. Em linhas gerais quem pode pagar escolhe e opta. Aquele sem renda fica sujeito à péssima qualidade que preside o desplanejamento e o desserviço que nos cerca.

E tudo causado pelas agencias reguladoras as quais são morosas, até mais do que a própria Justiça, e não punem como devem ou, no mais das vezes, deixam a decisão para o futuro, quando nos deparamos com hipótese de trato insolúvel.

Fios e mais fios expostos por todos os cantos e não se enterra a fiação. Sempre o problema é o elevado custo, mas as operadoras de uma maneira afrontosa querem sempre repassar, enquanto, no exterior, estão sujeitas às penalidades e sanções que lhes retiram a prestação dos serviços.

Não se admite um Estado moderno, avançado sem planejamento e eficiência muito menos um serviço prestado pela concessionária de qualidade. Daí temos uma dualidade que muito bem se casa. O Estado que está despreparado para o exercício de sua função e as empresas as quais não recebem do estado gestor as sanções merecidas.

E se enrola, protela, deixa a multa para recorrer, entra na justiça e nada acontece. Enfim, somos uma Nação atrasada, na qual descumprir a lei é regra e fazê-la eficiente é exceção.

O dia em que invertermos a polaridade poderemos cogitar de um avanço saindo dos emergentes para os mais desenvolvidos dos países, o que, infelizmente, ainda está muito longe de acontecer, no milênio em andamento.