O cuidado da casa comum

O cuidado da casa comum

O Papa Francisco nos alerta em sua Encíclica que devemos cuidar melhor do meio ambiente afirmando que é nossa casa comum e se não cuidarmos dela todos sofreremos, sobretudo aqueles que nos sucederão. Costumamos pensar que somos donos e dominadores do pedaço onde vivemos, mas somos apenas usufrutuários desse planeta com a obrigação de tratar bem e preservar o solo que nos sustenta com os mais variados frutos, flores e verduras que nos alimentam.

Vislumbra-se que o planeta está cada vez mais doente vítima que tem sido do uso irresponsável e dos abusos que praticamos contra a natureza. Nota-se que o solo, a água e o ar já faltam a todos os habitantes da Terra, atingindo, sobretudo, os mais pobres. As migrações em razão das guerras e da violência entre povos irmãos são demonstrações desse processo de exclusão. O egoísmo de uma produção industrial desordenada tem provocado uma grave degradação da natureza e dos habitantes e urge que haja uma mudança radical no comportamento da humanidade valorizando a vida terrestre para salvar o que ainda resta.

Essa conversão ecológica deve começar com as novas gerações e caberão as crianças e adolescentes ditar o ritmo dessas mudanças também aos adultos promotores dessa degradação ecológica tão diversificada e impregnada na cultura moderna. Essa violência contra a mãe natureza é tratada por alguns que negam a existência do problema, enquanto outros são indiferentes e outros ainda defendem soluções técnicas. As soluções não podem ficar adstritas a decisões políticas, mas deve ser individualizada por cada cidadão que deve fazer a sua parte para mudar esse quadro de indiferença.

Cada vez que sentamos num banco de praia para admirar a beleza do mar ou para assistir o nascer e o por do sol devemos refletir sobre a urgência de agir para evitar a catástrofe e procurar através de pequenos gestos diários com a reciclagem, a coleta seletiva do lixo, impedir a derrubada de árvores, não jogar lixo no chão e outros cuidados pessoais capazes de através do exemplo promover mudanças. Todos, na medida em que causamos pequenos danos ecológicos somos chamados a reconhecer nossa responsabilidade na desfiguração ou destruição do ambiente.

Experimentamos em nossa sociedade a possibilidade de nos faltar água potável e limpa, a ponto de vivenciamos um controle do abastecimento. Esse sinal nos alerta da necessidade de tratar as fontes e os rios e lagos com o respeito devido. Já há lugares no planeta onde grandes setores da população não têm acesso à água potável e se em nosso país ainda temos grande mananciais não podemos dar azo a nosso egoísmo e esbanjarmos esse produto tão essencial á vida.

Nesse contexto, é necessário desenvolver uma solidariedade ampla com os humanos e com o planeta que habitamos e pensar em grandes estratégias que detenham eficazmente a degradação ambiental e incentivem uma cultura de cuidado que permeie toda sociedade e que nos uma nos mesmos objetivos de tornar a vida mais saudável.