Descriminalização no uso de drogas

Descriminalização no uso de drogas

O Brasil nos últimos anos atingiu níveis alarmantes em relação ao tráfico e uso de entorpecentes, contribuindo para o desassossego da sociedade, destruição de lares e famílias, e o pior, o alto valor monetário do ilícito que é constantemente lavado.

Não é sem razão que a importante e macroquestão está sob julgamento do STF, a fim de se decidir a favor ou contrário à descriminalização. Exceto no uso para tratamento de saúde, nos demais casos, a liberação deve ser vedada e terminantemente proibida, pois que não se trata, à evidencia, de proteger o simples usuário de pequena porção, mas de se defender a sociedade, e acima de tudo combater ao tráfico, maior fonte de eliminação dos valores e que colabora negativamente para o enfraquecimento dos modelos de educação e cultura.

A sociedade brasileira enfrenta sérios e graves problemas econômicos, com desemprego, macrocriminalidade e corrupção. Liberalizar a droga significa dar um sinal verde para o traficante trabalhar livre, leve e solto, enquanto, ao mesmo tempo, não temos policiamento nas fronteiras que coíbam a lavagem e refino da droga e do próprio dinheiro fruto do ilícito.

Criam-se milhares de dependentes químicos e as clinicas de tratamento estão abarrotadas, cujo custo demanda alto gasto para que o organismo possa voltar, minimamente, ao seu normal. Aqueles visitantes da região da cracolândia sabem muito bem o que acontece e ocorre. São pessoas que perderam a própria identidade, desligaram-se dos seus valores, de seus familiares, e perambulam em troca da substancia entorpecente para momentos mínimos de euforia e desequilíbrio mental.

Dessa forma, não podemos nos calar diante do perigo iminente que representa a descriminalização, a qual não envolve um determinado indivíduo que pode muito bem ter a noção daquilo que faz, mas não a maioria que entra e nunca mais consegue sair do vício, ou por causa do custo do tratamento, pela criação de outras doenças. Pela multidão que perdeu-se no vazio da esperança de um conceito categórico de valores, a vida se torna um vazio, de trevas e aqueles minutos se transformam na excitação maior.

Enfronhando-se no tema a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou manifesto pela defesa intransigente da vida, de seu conteúdo ético e moral, da justiça restaurativa. Países que se permitiram liberar a droga se transformaram ao longo dos anos em regiões fabricantes e produtoras, em outras palavras quando pensavam que estariam resolvendo algum problema criaram outros insolúveis.

Essa droga que alucina, ao lado das bebidas alcoólicas e da libertinagem que polui a sociedade de consumo infestam hospitais e clinicas de tratamento, sem uma possibilidade de cura a médio ou curto prazos. Os custos sociais da liberação da droga são muito maiores do que a prevenção, a educação e a mobilização do estado, da sociedade e das entidades responsáveis no detalhamento das circunstancias provocadas pela dependência química.

O Estado brasileiro de há muito perdeu a guerra contra as drogas e seus limites. O número de mortes é assustador, para além disso basta olharmos as estatísticas e enxergarmos como o sistema avançou em todos os setores e o numero de processos na justiça envolvendo a droga, o trafico e seus vínculos que não apresentam sinal algum de restabelecimento da saúde do cidadão, da vida familiar ou do sossego da sociedade.

E o Supremo Tribunal Federal não pode se empolgar com a pouca ou insignificante droga. Trata-se de uma perigosa concausa, devendo matar essa perversidade pela raiz. Admitir o uso de droga, independente da quantidade é mostrar à sociedade a incompetência do Estado, do encarceramento dos valores e das danosas ocorrências no seio familiar.

Assim sendo que Deus ilumine nossos julgadores para uma decisão sensata, coerente e que, antes de mais nada, module as consequências dos atos para as futuras gerações.