A eleição de Dilma foi fraudada: apesar do apoio de 7%, ganhou “nas urnas”

A eleição de Dilma foi fraudada: apesar do apoio de 7%, ganhou “nas urnas”

Ninguém ignora que jamais confiei nas urnas eletrônicas, e tenho manifestado, sem receio de errar, em artigos publicados aqui e no Tocantins, desde quando esse apetrecho dito inovador foi inserido no cenário eleitoral, dez anos atrás, como espécie de remédio que iria resolver a parafernália de recursos eleitorais então existentes, veio trazer uma enganosa segurança no resultado das votações.

Paradoxalmente, o que viria como remédio para fortalecer a democracia com a imparcialidade da informática, acabou aparecendo como o grande vilão da história, pois o que o computador produz é resultado do que é programado: se se programar que 2 + 2 = 5, é este o resultado que vai aparecer, significando que se onde houver “jacaré” deve-se ler como “elefante”, o computador obedece.

É por estas e outras que países evoluídos não correram o risco (calculado) de importar a “inovação” brasileira; todo mundo se lembra daquela eleição de George Bush, que ficou encalacrada na Flórida, numa recontagem voto a voto na ponta do lápis. Entrementes, Venezuela, Panamá, Bolívia e outras republiquetas de sabor bolivariano adotaram o voto eletrônico como forma de manipular os resultados eleitorais.

Fiz este pequeno preâmbulo para chegar ao que vem envergonhando o Brasil no exterior. Assisti ao vídeo de uma entrevista concedida por Olavo de Carvalho, brasileiro de Campinas, com 68 anos bem vividos, um dos mais originais e audaciosos pensadores brasileiros, que consegue ser admirado por pessoas de orientações completamente diferentes, como Arnaldo Jabor, José Sarney, Josué Montello, Ciro Gomes, Jorge Amado e outros.

Olavo de Carvalho mantém o site “Sapientiam autem non vincit malitia” (“A malícia não vence a sabedoria”), sendo conferencistaensaísta e autor (com mais de vinte obras nas áreas de metafísica, epistemologia, política, religião, história, simbologia, astrologia) e atua nas áreas do jornalismo e filosofia. É considerado um dos articulistas mais abertamente de direita do Brasil em atividade.

Pois bem, com esse alentado histórico de variada e vastíssima cultura, Olavo de Carvalho concedeu, em escorreito e fluente inglês, entrevista (que reproduzo na íntegra) a um canal de TV americano, quando, sem receio de censura e com o destemor dos esclarecidos, denunciou a eleição de Dilma Rousseff, como uma farsa.

O entrevistador iniciou, dizendo:

– “Aparentemente, nos Estados Unidos ouvimos histórias como: o Brasil teve outra eleição, e foi uma eleição bastante acirrada, houve disputa presidencial, e Dilma Rousseff…”

Nesse ponto, Olavo tomou a palavra e falou:

– “Não foi uma eleição, porque se a contagem de votos é secreta, você não pode confiar. Essa não foi uma eleição normal, não foi uma eleição legítima, foi uma fraude, completa. E o homem que foi responsável pela contagem dos votos, o presidente do Tribunal Eleitoral, era advogado do PT. Ele trabalhou para o PT por anos. Ele era um protegido do PT e apenas retribuiu os favores que recebeu. Então, apenas 23 pessoas seguiram a contagem de votos. É tão absurdo, é obviamente uma fraude…”

O entrevistador interrompe:

– “Quanta resistência há no Brasil?

Olavo retoma:

– “Agora… Hoje tivemos notícia do governo… Você sabia quanto é o apoio a Dilma agora? De 7%. 7%! Então 93% dos brasileiros estão contra Dilma Rousseff…”

O entrevistador pondera:

– “E ainda assim, ela acabou de ganhar a eleição, na contagem oficial, claro, com 52% dos votos…”

Volta Olavo:

– “Ganhou eleição coisa nenhuma! Como você pode dizer que… Como podemos aceitar uma contagem de votos secreta? Totalmente fraudulenta! Não podemos nunca aceitar isto! Uma eleição tem que ter transparência. Todo mundo tem que ter acesso à contagem de votos e verificá-los, e aí nós aceitamos. Bem, você venceu. Tudo bem. Mas não podemos contar os votos. Não podemos nem mesmo ver os votos! E as máquinas estão programadas não para serem auditadas – elas não podem nem ser auditadas! Então é inútil contar os votos agora, porque as máquinas só guardam os registros dos votos, apenas os registros finais estão lá”.

O entrevistador pergunta:

– “Essas são as máquinas Smartmatic?

E Olavo responde:

– “Máquinas Smartmatic. Isso mesmo! É a corrupção que está destruindo o sistema do PT no Brasil. Porque as pessoas estão furiosas com isso. Mas enquanto o PT…”

O entrevistador aparteia:

– “Enquanto o PT operar o processo eleitoral e puder contar os votos, eles não deixarão o poder”.

E Olavo arremata:

– “Acredito que eles nunca desistirão. Eles tem que ser derrubados por uma intervenção popular direta. Eu não acredito muito em intervenção militar, mas acredito em intervenção popular. Eles têm que expelir essa gente da vida política para sempre”.

Volto a insistir na tecla: urna eletrônica é o caminho aberto para a fraude. Desta vez, com base no que já está sendo veiculado até no exterior.

 

(Artigo originalmente publicado no “Diário da Manhã” de 21/04/2015)